Quarta-feira

quarta-feira, 20 de julho de 2011

acabo de terminar a resenha que fiz do livro do galizia para meu blog de resenhas (blogderesenhas.blogspot.com). é minha segunda incursão em teatro no blog, que inaugurei sem alarde e com o qual já obtive apoio de duas editoras, uma de goiás e outra do rio de janeiro. uma de minhas tarefas agora é resenhar o mapa da alma, do stein. mas voltando àquilo que importa. comprei e leio as máximas principais de epicuro. e aprecio como quase nunca o rigor da leitura de algo que não sei como fui deixar passar. no futuro, o domínio dos debates na antiguidade, e a peça que espera. pego também o tratado da brevidade da vida, do sêneca, em espanhol, e fico um pouco decepcionado com a repetição dos toques e com o estilo meio ultrapassado. pego também, em edição interessante, sobre os enganos do mundo, também do sêneca, e claro aproveito melhor. um dia lerei todas as cartas morais a lucílio. por enquanto divirto-me com isto. percebo outras indicações no livrinho. e encaro pela primeira vez o wittgenstein, via a gramatica filosófica. não entendo nada. um dia conseguirei avançar nessa seara. é preciso tentar, pelo menos. pego, mais recentemente, o teatro completo do qorpo-santo, e gosto. sinto algo vivo e interessante nas peças. também um dia pegarei o livro-estudo sobre o qorpo. leio também várias cults que compro, mas não anoto tanto quanto gostaria, para o meu blog falando de tudo. falta tempo, como falta. eu, que já li gerald thomas em cena, da silvia fernandes, meter-me-ei a resenhá-lo. já avisei o gerald. e recebo o lua e alma, de mya santel, da novo espaço, de brasília, primeira editora a me apoiar. e eis que adoro a orelha, por enquanto. realmente ando com sorte. e peço e pego diante da palavra, de valère novarina, pela 7 letras, que também me apoia. muito interessante o livrinho. tentarei fazer algo à altura. o primeiro "ensaio", diante da palavra, dá o que pensar e falar. por essa via chegarei aonde quero. minhas atividades avançam rapidamente e não quero parar. meu destino tem a ver com estas minhas leituras. assisto duas vezes a gargólios, do gerald, e posto pequeno texto em comentariossobreteatro.blogspot.com. vários amigos e novos amigos entram no blog e comentam. fico muito satisfeito em criar algumas pontes. claro que sempre há quem prefira falar mal ou sugerir maldades. mas esses não aguentam muito tempo, não. é isso aí. precisarei pegar a bíblia dia desses. é o livro que me falta ler, dentre os básicos - e tantos outros que esperam. mas os clássicos não precisam de mim, no fundo. esqueço de dizer: o jornalismo investigativo também está me esperando: via rac, pelas mãos do pessoal da abraji mais ou pessoal lá de fora que vejo todo dia embarcando com força nessa tendência. será minha via de sair disto em que me meto todo dia. falou.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

termino o livro do galizia e saio satisfeito ao me sentir acompanhando algo do que já foi feito lá fora, hoje nem tanto. e finalmente pego o kantor, em seu teatro da morte, em reflexões que hoje têm tudo a ver, avançando aos poucos na trajetória desse artista inconformado. pego também o heiner müller, em medeamaterial e outros textos, mas aqui não aprecio tanto, não. é como se fosse algo perdido no tempo, dado tudo o que há e pode haver nos dias de hoje. mas tentando avançar em minha terapia e também para entender o universo desse que tanto influenciou os artistas pego jung o mapa da alma, de murray stein, após aquela indicação da mercedes que no passado eu não pude entender. agora compreendo e compartilho com o cadu algumas de minhas descobertas - ego fraco (na verdade, grande mas frágil) e predomínio da sombra como forma de proteção. avanço rapidamente. acompanho também tudo o que posso nos jornais e vejo quão pouco de realmente novo há por aí. mas preciso viver no mundo. não conseguiria fazer fugindo de tudo. preciso achar o meu caminho. (...) mas ia me esquecendo: para estar algo a par do que rola pelos autores jovens, compro um livro com a aposta do sesc nesse sentido, com o prestígio de um antunes, e também encontro, meio sem querer, o poéticas de iniciación, a mesma coisa só que argentina. e a surpresa: com o currículo variado e extenso destes últimos e com a qualidade - muito lida - de suas produções. já quanto aos brasileiros, nem tanto. pouco, na verdade. uma descoberta. (...) compro a cult deste mês, leio sobre uma artista, de nome comprido, e n revistas de decoração. preciso deslanchar no meu sonho. em um deles. para parar de sonhar, simplesmente.

Domingo

domingo, 15 de maio de 2011

retomo este blog após muitas leituras, mas não de peças. de escritos que me aproximam do meu próximo tema no teatro: a morte e o que fazer da vida. não me lembro muito bem como isso se deu, quem o citou, mas lembro do dia em que vi o livro sobre diógenes, o cão, no site da livraria cultura e nas prateleiras da martins fontes. fiquei fascinado pela história do sujeito. do cinismo antigo. tanto que após ler o diálogo dos mortos do luciano por duas traduções brasileiras, uma dela numa coletânea para teatro da unesp, li o livro diógenes, o cínico, pelo luís navia, da universidade de nova iorque, e peguei ainda dois livros que se remetem ao cinismo, os estóicos, organizado por brad inwood, e os cétidos, do victor brochard. começo os dois, não continuo pelo excesso de referências. e acho o the cambridge companion to beckett, que não consigo continuar, e o gerald thomas em cena, de silvia fernandes, este leio mais, estou pela metade. mas continuo em buscas. pego o primeiro volume do círculo de dramaturgia, pelo sesc sp, com peças de autores jovens, e há pouco acho quem sabe o único livro no brasil sobre o robert wilson, escrito pelo ecano luiz roberto galizia. e chegam os diálogos pelo baudelaire jones, que leio pela metade. pego o agamêmnon do sêneca, e hoje mesmo assisto palavra e utopia, filme do português manoel de oliveira, com o lima duarte. encho-me do jeito incisivo que o lima usa para expressar as idéias do padre antonio vieira, mas assisto até o fim. e também encontro akropolis, livrinho esclarecedor do valerio massimo manfredi. mas o mais relevante, compro com desconto o guia ilustrado zahar de mitologia e fico embasbacado com a quantidade e expressividade de tantos mitos que compreendem o mundo. maravilhado. agora, com a possibilidade de encenar um pequeno número, falo com o raffa e estou em busca de inspiração. agora supero o gerald simplesmente por entender as evoluções de um bob wilson do qual muito pouco vi. a ferida é mais embaixo e mais em cima.

Quinta-feira

quinta-feira, 10 de março de 2011

retomo este blog após ter avançado bastante em várias direções. antes de mais nada, peguei e acabei antígona, a última parte da trilogia tebana, de sófocles. torna-se o esperado, mas muito ficou e terá de ser retomado. pego então as bacantes, termino, e ifigênia em áulis, em trama que já está em agamemnon, mas cuja importância/dramaticidade fica mais patente após a leitura das coéforas. por quê? porque simplesmente não se entende realmente a vontade de clitemnestra de matar agamemnon senão após a leitura de como se deu a trama em áulis, com a frota presa pela ausência de ventos, e com os subterfúgios de agamemnon para matar ifigênia sem que clitemnestra saiba. entende-se o porquê de tanta sede de vingança por parte dela. bom, mas ainda não termino a ifigênia. em contraposição, pego finalmente shakespeare, a vida e a morte do rei joão, mas fico estupefato. não entendo quase nada. será porque é um drama histórico, e eu não conheço a história? pego então romeu e julieta, e percebo comparando a tradução ao original que carlos alberto nunes faz o devido, da mesma forma como está no original, mantendo inclusive as dificuldades de entendimento. exulto porque gastei uma boa grana na obra completa do bardo em português pela mão daquele tradutor. enquanto isso, pego o despovoador de beckett e entendo a atração que o autor exerce em mim ao entrar no jogo enquanto pego um ônibus, após tanto tempo. realmente há uma construção que chama a atenção nessa e em outras obras. algo que escapa à compreensão, ou que realmente supera o que podemos esperar. leio uma entrevista que o sérgio britto fez ao folhetim/teatro do pequeno gesto, número 25, e finalmente encontro o livro que me ajuda a entender tudo o que passei há alguns anos, gerald thomas em cena, de silvia fernandes. compreendo melhor o porquê de tamanho choque, esse, o meu. e porque não consigo me livrar de sua figura, e de sua sombra. mas agora também percebo que preciso trilhar meu caminho. entro em contato com silvana garcia, a professora da ead, e após uma troca de emails, ela achando que estou aqui de passagem ou como marinheiro de primeira viagem, mas depois ela entendendo melhor minha situação. a troca foi válida, contudo. mas precisarei apostar mais nos grupos, ao menos acompanhando-os mais de perto de forma a verificar se quero ter trabalhos com eles, ou se continuarei como lobo solitário. não sei. enquanto isso compro the cambridge companion to beckett, apostando que a via da razão também possa ajudar. ufa!

mas quase esqueço: minha fixação no teatro fez com que minha profe de inglês me aproximasse do teatro brasileiro via brasil: palco e paixão, um século de teatro, e percebo o quanto desconheço do teatro feito por aqui. e me comprometo - comigo - a fazer uma lista completa do que me falta conhecer. e entendo também a relevância de um antonio callado, por exemplo, cuja obra completa para teatro acaba de ser lançada. e respondo nesse pique ao lúcio do espírito santo, dizendo o quanto nos falta para acompanhar o teatro brasileiro, não restrito a um ou outro, mas bem mais espalhado do que supomos.
terminando de ler as aulas do anatol rosenfeld, com impaciência em chegar ao fim. pois preciso antes de mais nada me posicionar. colocar-me frente às várias posturas diante do teatro. muito ficou para avaliar posteriormente. obras que eu nem imaginava existirem. movimentos cuja influência ainda nos domina. enquanto isso acontece, eu leio as eumênides, após as coéforas e agamêmnon. há um certo baque ao passar de uma situação a outra, do teórico à peça em si. mas nada que um certo distanciamento não permita avaliar de forma adequada. aliás, é justamente aqui que eu me encontro: na diferença entre embarcar no subjetivo e me afastar pelo objetivo. entre o tema metafísico por excelência e a posição prática face a um mundo que me invade. tudo bem. tudo isso irá afetar o meu tratamento dos diálogos de luciano. aliás, a professora está mandando as adaptações e eu encomendei os diálogos pela adaptação do baudelaire jones. que mundo fantástico esse nosso.

Sábado

4 e 5 de fevereiro, 2011

minhas leituras das aulas de anatol rosenfeld começam a rodar em falso. talvez pela ausência de referências palpáveis relativas a certo período da história, a peças em latim, às peças dos classicismo francês, sei lá. certo é que não consigo ler da mesma forma que antes. enquanto isso, vamos assistir cisne negro, e gosto. como sempre, me emociono por alguma razão menor. claro que a portman está ótima, mas sei lá algo em tudo isso deixa sempre a dever. não é crítica vazia, é simples constatação. não saio do cinema acrescido como saio do teatro, quase sempre. algo na fórmula hollywodiana que parece encalacrar. algo nisso que o brecht tanto critica, e em que concordo. a gente sempre sai satisfeito, quando deveria sair encucado. agora à noite pego de novo a vida e a morte do rei joão de shakespeare, tentando encontrar a razão por gostar tanto do bardo. sem desmerecer os outros.

Quinta-feira

2 de fevereiro, 2011

a leitura dos clássicos exige, para a sua radical fruição, a introjeção dos dramas expressos e a escolha de trechos representativos da peça como um todo, de forma a deixar as marcas que toda obra que se preze deixa. como na filosofia. como nos clássicos que não me saem da cabeça. termino édipo em colono com essa certeza. trechos há naquela obra que me deixam transformado, assim como na vida e morte do rei joão. mas esta é mais difícil. na verdade, shakespeare não facilitava. pouco merecia tornar-se peça e as marcas disso são claras. os dramas históricos eram algo de peso, as histórias conhecidas por todos, a licença poética perfeitamente clara aos contemporâneos. para que eu me defina como autor preciso escolher claramente a fonte de minhas obsessões. ou estas próprias. tenho-as várias. basta entrar nelas como eu quero, como consigo, como meus recursos me permitem. para isso, preciso aproximar-me e afastar-me, ao mesmo tempo. lendo também as aulas de rosenfeld. e neste reparo uma falta: os clássicos franceses, corneille, racine, etc. parece que a história do teatro, nele, pula alguma coisa. não posso deixar que permaneça essa distância oca entre os tempos.

Terça-feira

31 de janeiro, 2011

começo - estou na metade já - édipo em colono. e começo, após ler a introdução, a vida e morte do rei joão, finalmente, de shakespeare. édipo em colono flui que é uma maravilha, pouco há a reparar. já shakespeare avança com certa dificuldade. a trama não parece nada óbvia e perco muito do que é presumido. o português de carlos alberto nunes atrapalha um pouco, e para isso usaremos as traduções outras que encontrarmos por aí. mas a dificuldade radica em algo mais intenso: a incapacidade de abstrair a partir dos diálogos. a dificuldade de se ver enredado numa trama cheia de circunlóquios. preciso - aqui - avançar de forma mais consistente, anotando aqui os movimentos. algo que não consigo muito bem.

Domingo

30 de janeiro, 2011 - um dia depois

vou à AME e à espera dos remédios leio o fim de atuação crítica, do sérgio de carvalho e turma, e aproveito para ler - sem muita atenção, por causa do sono - o fim de baal. e percebo que não o avalio tão mal, não - comparado a outros - refiro-me ao anatol rosenfeld. agora percebo algo mais importante. que precisarei anotar aqui com maior atenção, agora que minhas leituras deixam o âmbito da doxa, da mera opinião. entendo que agora, na minha ênfase em ler e reler os clássicos para avançar com as próprias forças, precisarei refletir com maior atenção àquilo que me afeta. e por isso precisarei avançar com maior cuidado. não sei se me faço entender, mas. de resto, retomo as leituras de aulas de anatol rosenfeld (1968), a arte do teatro, e percebo que dificilmente poderia ter encontrado melhor guia. eta livro inesgotável. servirá como guia rumo a direções mal entrevistas, por enquanto. e pego também a preparação do ator, do stanislavski, entendendo que preciso me colocar na pele do ator, também, para entender a distinção entre posturas para o teatro que estão nas noções gerais, bem na primeira página, do livro já citado. pois por enquanto a ênfase me recai na peça mesmo, no texto. e percebo que as leituras da atuação crítica também estão apenas começando. pois precisarei agora ler a realidade, tarefa bem mais difícil, e reflito que dificilmente poderia ter tido melhor indicador do que o próprio sérgio de carvalho quanto àquilo que deveria ver e por quê. e agora entendo por quê. cumpre agora saber ler os jornais e mais e mais. e compro as peças históricas do shakespeare, após as tragédias e as comédias, pelo carlos alberto nunes, e deixo de comprar o édipo do jean cocteau e me arrependo. pois precisarei dialogar também com eles. assisto trechos de che, do soderberg, e percebo a leitura limitada dele assim como a importância que ainda têm os relatos do que aconteceu na ilha que eu tanto odiei, ou melhor, cujo regime tanto detestei. finalizo contando que pego as coéforas, e que termino.

Sexta-feira

começo as coéforas, de ésquilo, leve, leve, muito à vontade. e vou lá pelo fim de atuação crítica, aquele livrinho do sergio de carvalho. faltam algumas entrevistas, já estou pelo fim. começo a tentar me deixar abarcar pela realidade, via jornais e internet, mas é difícil. é como se o importante ficasse necessariamente de fora. aqui. é a leitura destes jornais, jornalecos, que nosso paizinho consegue produzir. troco idéias com a mi, e ela acha o mesmo, do seu jeito. não vejo a hora de ultrapassar - quem diria - os gregos para abarcar agora shakespeare. mas é falso. os gregos não mais me abandonam. já antevejo quando irei retomá-los, como quem retoma uma longa amizade. enquanto tudo isto acontece, baal fica parado, assim como a leitura de raízes do brasil. tava tentando demais.